quarta-feira, 13 de março de 2019

Assembleia geral com ato público de 08 de fevereiro de 2019

Professores, ACEs, ACSs e demais servidores fizeram um movimento em frente a Câmara Municipal de Abreu e Lima, em cumprimento das deliberações das assembleias extraordinárias que aconteceram nos dias 25 de janeiro e 01 de fevereiro/2019, na sede do SISMAL. Na oportunidade, foi aclamada uma comissão dos servidores para acompanhar a entrega do ofício Nº 06/2019 ao Ministério Público, Comarca de Abreu e Lima. O ofício cobra a resposta dos ofícios: (86/2017 e 01/2019) e denuncia o atraso no pagamento de salários dos servidores, suspensão do pagamento do PMAQ aos ACSs, e que o prefeito seja noticiado de improbidade administrativa por descumprimento da Lei do PMAQ e instauração de um TAC para realização do concurso público.









Comissão dos servidores deliberada em assembleia
ACEs e ACSs
Professores
Demais servidores
 

 Comissão dos servidores em frente ao Ministério Público após entrega do ofício Nº 06/2019 do SISMAL

Adege Adalgisa -Dir. Imprensa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Assembleia Extraordinária dos Professores de 1 de fevereiro/2019


 

Adege Adalgisa - Dir. Divulgação e Imprensa











segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Assembleia extraordinária dos servidores, ACEs e ACSs de 25 de janeiro de 2019

Assembleia realizada na sede do SISMAL às 8h e às 14h do dia 25 de Janeiro de 2019, para discutir a seguinte pauta: definir ações contra atrasos de pagamentos/segregação; ferias, (enquadramento ACEs); retroativo, reajuste e titulação; piso ACE e ACS, PMAQ, Etc...; horas extras, adicional noturno; informes gerais. Ao final das duas assembleias foi apresentada a "agenda SISMAL 2019" e entregue aos servidores filiados junto com a declaração de presença.
 Assembleia dos servidores às 8h










Assembleia dos ACEs e ACSs às 14h






Adege Adalgisa - Dir. Imprensa



quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Aos professores de Abreu e Lima

Passando para lembrar de nossa assembleia amanhã às 8h, 14h e 18:30h na sede do SISMAL. Pauta: definir ações contra atrasos de pagamentos/segregação; informes conjunturais.
Observação: haverá entrega da agenda SISMAL 2019 para os professores filiados.
Contamos com a presença de todos(as)!


Adege Adalgisa - Dir. Imprensa 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Convocação para assembleia extraordinária dos professores




Adege adalgisa - Dir. Imprensa

Convocação para assembleia extraordinária dos servidores, ACEs e ACSs



Adege Adalgisa - Dir. Imprensa

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

CUT e demais centrais preparam resistência contra a reforma da Previdência

Uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência está agendada para o dia 20 de fevereiro 



A CUT e demais centrais sindicais - Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, Nova Central, CGTB, Conlutas e CSB – definiram, nesta terça-feira (15), pela realização de uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência no dia 20 de fevereiro, quando será deliberado um plano de lutas unitário.
Até lá, deve ser realizada uma agenda de mobilização nas bases, com assembleias nas categorias e plenárias estaduais, para organizar a resistência da classe trabalhadora contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ ).
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo, como o aumento da idade mínima e a capitalização da Previdência, praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.
“E isso nós não podemos permitir. Vamos construir a resistência, organizar os trabalhadores e dialogar com a sociedade sobre os riscos das propostas sinalizadas pelo governo”, diz Vagner.
A resistência, segundo o presidente da CUT, deve ser construída a partir da base e os sindicatos têm o papel central na construção desse processo.
“Os sindicatos devem construir essa resistência e foi isso que debatemos hoje. Agora, os sindicatos devem ir para as bases, marcar as assembleias, construir a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20”.
A batalha contra a reforma da Previdência, na avaliação do presidente da CUT, é o que definirá como será a luta de resistência da classe trabalhadora no atual governo.
“Por isso, é importante dialogar também com todos os setores da sociedade. E as mobilizações do dia 8 de março, Dia Internacional das Mulher, e do 1º de maio, Dia do Trabalhador, são fundamentais para estabelecer esse diálogo”.
Capitalização é tragédia para os trabalhadores
Na reunião com as demais centrais, o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, rechaçou a proposta de regime de capitalização da Previdência, que Bolsonaro quer adotar no Brasil para, segundo ele, resolver o rombo nas contas públicas.
“O mesmo modelo foi adotado no Chile na década de 1980 e hoje, quase 40 depois, o resultado foi o empobrecimento e a miséria dos idosos chilenos”, diz Sérgio.
Aproximadamente 91% dos aposentados recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a, em média, R$ 694 – o piso nacional do Chile é de 288 pesos, ou R$ 1.575,66.
No modelo de capitalização, cada trabalhador ou trabalhadora faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual, geralmente administrada por bancos ou Administradoras de Fundos de Pensão (AFPs), como o caso do Chile, que podem investir no mercado financeiro.
Na prática, avalia o secretário-geral da CUT, isso significa que o valor da aposentadoria de um trabalhador depende do rendimento que a conta individual dele tiver, sem contribuição dos empresários e do governo.
“No final, a experiência mostra que o valor dos benefícios são rebaixados. Essa proposta de capitalização é uma tragédia para a classe trabalhadora brasileira”, conclui Sérgio.
Confira a íntegra da nota das centrais sindicais
Centrais orientam luta em 2019
Reunidas nesta terça (15), as centrais sindicais (CSB, CTB.CUT, Força Sindical, Nova Central, CSP - Conlutas, Intersindical e CGTB) reafirmaram sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza o papel da Previdência Social Pública.
Centrais Sindicais Brasileiras decidem:
- Realização de “Plenária Unitária das Centrais em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria” no dia 20 fevereiro;
- Orientar a realização de plenárias estaduais e assembleias de trabalhadores para construir a mobilização, decidirem formas de luta, greves e paralisações, para enfrentar as propostas do governo e alertar os trabalhadores sobre a nefasta proposta de reforma da Previdência e ataques à aposentadoria;
São Paulo, 15 de janeiro de 2019
Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Antônio Neto, Presidente Interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical
Atnagoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS
Ubiraci Dantas, Presidente da CGTB

Fonte: https://www.cut.org.br/noticias/cut-e-demais-centrais-preparam-resistencia-contra-a-reforma-da-previdencia-3cd4

Adege Adalgisa - Dir. Imprensa

 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Convite para o dia de lazer dos servidores municipais de abreu e Lima

AOS SERVIDORES FILIADOS 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Abreu e lima - SISMAL, tem a honra de convidar os seus filiados para um dia de lazer em comemoração ao Dia do Servidor Público - 2018.  O lazer acontecerá no dia 27 de outubro, das 8h às 16h no Splash Eco Park Abreu e Lima, localizado no sítio Jaguaribe nº 244 área rural da cidade.
ATENÇÃO! 
Os servidores que levarem crianças, não se esqueçam de levar o documento de identificação da mesma. Na falta do documento com foto, será aceito cartão de vacina ou xerox do registro de nascimento.

Adege Adalgisa - Dir. Imprensa

Vote 13 - Principalmente você



Principalmente você que é a favor da vida!... Principalmente você que é cristão!...Principalmente você que curte a liberdade!... Principalmente você que prega o amor!... Principalmente você que quer mais investimentos em educação, saúde e segurança, que quer acesso ao emprego e a renda!... Principalmente você que defende a justiça social!

 Ionaldo Tomaz - Sec. de formação da CUT/RN

Adege Adalgisa - Dir. Imprensa.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Onda de violência de apoiadores de Bolsonaro registra no mínimo 50 ataques

Levantamento da Pública revela a amplitude do discurso de ódio, muitas vezes disseminado pelo próprio candidato da extrema-direita. Homofobia e racismo se aliam ao contexto político
por Redação RBA publicado 12/10/2018 09h55

São Paulo – Apoiadores do candidato da extrema-direita nas eleições 2018, Jair Bolsonaro (PSL), começaram uma onda de ataques, incitados por discursos de ódio, muitas vezes disseminado pelo próprio político. As agressões já somam, ao menos, 50 ocorrências em todo o país em um período de dez dias.
O levantamento inédito foi divulgado na quinta-feira (10) pela Agência Pública, que promove jornalismo investigativo. Entre as agressões, atropelamento de um rapaz com uma camiseta do ex-presidente Lula, uma jovem agredida por seis homens na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, além de diversos ataques homofóbicos. O mais grave foi o assassinato do mestre de capoeira Angola Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, em Salvador.
Bolsonaro já fez declarações públicas homofóbicas. Em Belo Horizonte, uma transexual estava parada em um ponto de ônibus, próximo a uma praça onde acontecia uma manifestação de apoio ao político. Colaram um adesivo dele no peito da jovem e ela tirou. Então, deram uma rasteira nela. "Se eu tentasse levantar, ele ia continuar me agredindo", disse Guilderth Andrade.
O levantamento ainda contabiliza agressões sofridas por eleitores do Bolsonaro, são seis. Das 50 agressões promovidas pelos grupos de extrema-direita, 33 foram no Sudeste, 14 no Sul, 3 no Centro-oeste, 3 no Norte e 18 no Nordeste.
Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/10/onda-de-violencia-de-apoiadores-de-bolsonaro-registra-no-minimo-50-ataques


Mídia e Judiciário contribuem para violência de eleitores de Bolsonaro, diz Sottili

Diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog avalia atual agressividade na disputa eleitoral que, para ele, foi alimentada pelos discursos contra minorias e ataques ao Estado de Direito

São Paulo – Em entrevista na manhã de hoje (15) à Rádio Brasil Atualo diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, avalia os resultados de um levantamento feito pela agência Pública, em conjunto com a Open Knowlegde Foundation, de episódios recentes de violência, nas últimas semanas. decorrentes da disputa eleitoral"Nós nunca tivemos, desde a redemocratização do Brasil, um período tão difícil e de sinalização para violências gravíssimas contra a democracia, as pessoas e a liberdade de expressão, como nós estamos vivendo especialmente nestas eleições e mais especificamente nos últimos 15 dias", afirma o ativista, que foi secretário dos Direito Humanos da gestão de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo.
Sottili associa a narrativa midiática histórica contra populações pobres e ditas minoritárias, o desrespeito ao Estado de Direito, sobretudo nos últimos dois anos, e a participação da Justiça no sentido de legitimar o discurso antipolítica, para explicar a escalada das agressões nesta reta final de campanha pelo segundo turno das eleições de 2018.
Para Scottili, os autores das agressões precisam ser tratados como criminosos e cabe aos chefes de governo, o Supremo Tribunal Federal e a União, adotarem medidas para inibir os atos contra a democracia. "Mas a ausência desses atores, que são fundamentais nestes momentos, já tem se dado em outros momentos também" lamenta o humanista.  
Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/10/midia-e-judiciario-contribuem-para-violencia-de-eleitores-de-bolsonaro

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Movimentos promovem atos contra Bolsonaro, fascismo e ditadura

Entre os manifestos convocados por mulheres, estudantes e juristas, estão ocupações de praças durante o próximo final de semana prolongado, com feriado na sexta-feira
Mulheres contra o coiso.jpg
Organizadores prometem realizar atos maiores que os do último dia 29
São Paulo – A agenda de manifestaçõescontra o fascismo, a ditadura e o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) já tem diversos atos programados. Os manifestantes pretendem aproveitar o feriado desta semana, na sexta (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, para estender as atividades.
Confira a agenda de atos no país:
Secundaristas conta o Fascismo – Quinta e sexta (11 e 12), das 14h às 17h, no Colégio Pedro Segundo II, campus Niterói, na Rua General Castrioto, Barreto, Niterói (RJ). Segundo os organizadores, as escolas secundaristas de Niterói e São Gonçalo precisam se unir contra a ascensão do fascismo, contra os ataques à educação, às instituições e, principalmente, em defesa das minorias
Três Dias de Mulheres Unidas contra o Bolsonaro – Sexta, sábado e domingo (12, 13 e 14), a partir das 12h, na Praça Sete de Setembro, região central de Belo Horizonte. Conforme a organização, o ato do dia 29 foi apenas o início. E que os três atos “contra o coiso” serão ainda maiores. “Vamos mostrar para o Brasil e para o mundo que nossa democracia não vai morrer e que nós vamos derrubar a ameaça fascista", afirmam.
Em apoio a elas, as comunidades Fora Bolsonaro e LGTBs contra o Fascismo convocam o ato Três dias contra Ele! #OcupaCinelândia. “Todas e todos que são contra o coiso” para também se unir com uma grande ocupação na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Estão previstos atos, performances e um grande acampamento cultural. Os organizadores conclamam a todos para uma programação cultural em prol da democracia e pela derrota do fascismo.
Juristas e estudantes em defesa da democracia – Terça-feira (16), das 19h às 21h, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, região central de São Paulo. Para as lideranças do Centro Acadêmico XI de Agosto, que organizam o evento, depois do severo golpe sofrido em 2016, o fantasma do autoritarismo volta a assombrar a nação brasileira. "O candidato Jair Bolsonaro, que apoia abertamente a ditadura militar, defende a tortura enquanto método válido, prega o punitivismo e ridiculariza os direitos humanos, lidera as pesquisas de intenção de voto para a presidência da república". E que os os estudantes de Direito têm o dever de se posicionar ao lado da democracia e denunciar os abusos do Judiciário, "que encabeçou um julgamento parcial contra Lula e o tirou da disputa presidencial, e temos o dever de lutar contra candidaturas que flertam com o fascismo e o autoritarismo."
Bolso.na.ro Nunca! Todos Contra O Fascismo! – Sábado (13), das 14h às 17h, no cineteatro Ouro Verde, em Londrina (PR). Para a Ação Antifascista de Londrina, que organiza a atividade, a luta não pode parar. "Não será uma manifestação que poderá barrar o avanço bolsonarista, muito menos as eleições, mas sim nossa mobilização e organização permanente contra as hordas fascistas desse candidato que além de atacar os direitos do povo ainda discrimina LGBTs, mulheres, negros e indígenas." 
Mulheres contra o Fascismo – Sábado (20), das 15h às 20h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Organizada pela comunidade Mulheres Unidas contra Bolsonaro, a manifestação tem o objetivo de mostrar, mais uma vez, “que candidatos que representam o fascismo, o ódio, o racismo, a homofobia e o machismo não têm vez no nosso país. Ninguém que nos agride, promove o estupro e a violência terá nosso voto! Vamos juntas derrotar o retrocesso e o conservadorismo!”, dizem os organizadores.
Rio contra o fascismo – Sábado (20), a partir das 13h. Entre as bandeiras dos manifestantes do coletivo O Rio contra o Fascismo, a luta contra a intolerância, a cultura do ódio, a ameaça à democracia, o preconceito e a reforma da Previdência.

Fonte:https://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2018/movimentos-promovem-atos-contra-bolsonaro-fascismo-e-ditadura

Pernambuco elege seu primeiro agricultor deputado federal


Agricultor e sindicalista, Veras conseguiu expressiva votação no campo e na cidade / Comunicação/PT

Neste domingo o estado de Pernambuco elegeu seu primeiro agricultor deputado federal. Natural de Tabira, no Sertão do estado, Carlos Veras é agricultor e se destacou como liderança sindical, unindo as lutas rurais e urbanas. É presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e esteve a frente das mobilizações contra o golpe de 2016 e em defesa dos direitos dos trabalhadores durante o governo Temer.
Filho de família de agricultores na comunidade de Poço Dantas, município de Tabira, Veras conta ter carregado muita lata d'água na cabeça. Com apenas 18 anos começou a atuar na Associação Rural de Poço Dantas, fazendo luta junto à prefeitura em defesa dos camponeses da região. Com atuação destaca, passou a atuar na central sindical CUT, que engloba os sindicatos de trabalhadores rurais (STRs) de Pernambuco. Em 2009 foi eleito vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores e desde 2012 é presidente da organização.
Na presidência da CUT, mudou-se para a Região Metropolitana do Recife. Em sua atuação construiu as pontes entre as lutas de trabalhadores rurais e urbanos, aprendendo sobre a realidade de diversas categorias. A boa relação com trabalhadores do campo e da cidade se refletiu nas urnas. Carlos Veras conseguiu ter votos em todas as 185 cidades de Pernambuco - inclusive Fernando de Noronha, onde teve 6 votos. Apesar de ser agricultor, Veras obteve quase 17 mil votos na Região Metropolitana do Recife. Em sua cidade natal, Tabira, obteve quase 4 mil votos.
Ele atribui o sucesso de sua campanha de estreia à militância e à confiança dos trabalhadores. "Muitos trabalhadores rurais e urbanos acreditaram, construíram essa candidatura e possibilitaram essa eleição. Eles entenderam que a luta é de classe", disse. "A militância das organizações, dos movimentos sindicais e populares teve papel fundamental em conscientizar a população para não trocarem seus votos por benefícios momentâneos, mas acreditar num projeto coletivo", avaliou Veras.
A eleição de um trabalhador rural comum para o Congresso Nacional, num estado cuja história é marcada pela força das oligarquias e pelo jugo do latifúndio, é vista por ele como fruto da crença da classe. "Sou o primeiro agricultor familiar eleito deputado federal por Pernambuco. Isso é muito importante. Quebramos paradigmas", comemorou. "Mostramos que um trabalhador comum pode, sim, ser vereador, deputado, prefeito ou presidente da República, como foi Lula. Basta que os trabalhadores acreditem e votem noutro trabalhador". Ele pondera, no entanto, que eleger Haddad presidente nesse 2º turno para conter o projeto que ameaça os trabalhadores.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a declaração de bens do sindicalista mostra uma conta corrente na Caixa Econômica Federal com apenas R$570, além de um apartamento no Bairro Novo, em Olinda, financiado pelo programa Minha Casa Minha Vida, com compra ainda em aberto, visto que Veras pagou apenas R$70.500 do valor do imóvel.
Agricultor também na Alepe

Pernambuco elegeu o também agricultor Doriel Barros (PT) para deputado estadual. Natural de Águas Belas, no Agreste do estado, Barros tem destacada atuação sindical no meio rural e presidiu por dois mandatos a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), que reúne 179 sindicatos rurais dos 185 municípios do estado. Os 67 mil votos também deram números expressivos ao agricultor.
Barros recupera na Assembleia Legislativa (Alepe) um lugar que já havia sido conquistado pelos trabalhadores rurais em 2014, quando elegeram Manoel Santos (PT) para o cargo. O "Mané", natural de Serra Talhada, fora um histórico líder rural, chegando a presidir a Confederação dos Trabalhadores da Agricultura do Brasil (Contag). Mas no seu primeiro ano de mandato como deputado, Santos faleceu, vítima de câncer.
Edição: Monyse Ravena