sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Propostas econômicas de Bolsonaro prejudicam a classe trabalhadora

Economistas afirmam que as propostas de Bolsonaro não vão gerar empregos e melhorar a economia do País. Para eles, o plano de governo do candidato do PLS aumenta a desigualdade social
 Publicado: 04 Outubro, 2018 - 16h03 | Última modificação: 04 Outubro, 2018 - 17h10
Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT
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As propostas do candidato de extrema-direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) fomentam o ódio e a violência na sociedade brasileira e não têm sequer uma solução para gerar emprego e renda, aquecer a economia e promover o desenvolvimento econômico, com justiça e inclusão social.
O economista Paulo Guedes, guru de Bolsonaro e anunciado como futuro ministro da Fazenda em um eventual governo do ex-militar, apresentou sem constrangimento propostas que favorecem suas próprias empresas, além das que prejudicam fortemente a classe trabalhadora e a população mais pobre, como o fim do descanso semanal ao trabalhador rural, o aumento da alíquota do imposto de renda para os mais pobres, menos direitos trabalhistas, como o fim do 13º salário – proposta feita pelo seu candidato a vice, General Mourão -, o fim do combate ao trabalho análogo à escravidão e a volta da CPMF.
As propostas, que seriam uma tragédia para os trabalhadores e trabalhadoras, dialogam com o comportamento do candidato nas votações na Câmara dos Deputados. Bolsonaro disse sim a proposta de aumento do próprio salário e um sonoro não à PEC das Domésticas, que garante o mínimo de direitos e dignidade a essa parcela considerável da classe trabalhadora brasileira, além de votar a favor da reforma Trabalhista, que acabou com mais de 100 artigos da CLT e legalizou o bico e todas as formas fraudulentas de contratação, e da PEC do Fim do Mundo, que congelou por 20 anos os investimentos em áreas públicas como saúde e educação.
Para a professora de economia da USP Leda Paulani, ao votar contra as domésticas e pelo fim de 100 itens da CLT, Bolsonaro demonstra que “entende de economia tanto quanto ela entende de física quântica”, ironiza.
“Uma vitória desse candidato aprofundaria ainda mais a crise e a perda de outros direitos básicos, como o 13º salário e as férias remuneradas, assim como propõe o vice na chapa dele, o General Mourão”, alerta a professora de economia. 
“Ele é contra todos os direitos relacionados à população mais vulnerável, que trabalha sem direitos. Por isso, é evidente que ele não apoiaria um projeto que protege os direitos das trabalhadoras domésticas”, diz a professora.

O mesmo se pode dizer sobre o voto de Bolsonaro a favor da PEC do Fim do Mundo. A professora explica que congelar os investimentos públicos por 20 anos faz parte de uma visão de controle do Estado pela iniciativa privada. Com isso, diz ela, o mercado financeiro garante o pagamento da dívida, mas constrange o Estado, impedindo o governo de intervir na economia e fazer investimentos públicos que alavanquem o desenvolvimento de um país.
Para Leda, um governo sob a presidência de Bolsonaro e sob a gerência do economista Paulo Guedes fará com que o mercado financeiro trabalhe sem uma intervenção necessária do Estado.
“Será, na verdade, uma interferência do mercado financeiro, que se apresenta como eficiente e capaz de produzir os melhores resultados, fazendo com que oEstado brasileiro fique impedido de fazer políticas que reduzam a desigualdade econômica e social”.
Ela destaca, ainda, que em nenhum país do mundo isso ocorreu. “Houve ajustes por dois ou três anos, mas por 20 anos, jamais”.
Bolsonaro defende fim de descanso para o trabalhador rural
Entre as propostas apresentadas por Jair Bolsonaro está a de que o trabalhador e a trabalhadora do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado, caso contrário, diz ele, “a planta vai estragar, ele tem que colher. E fica oneroso demais o homem do campo observar essas folgas nessas datas, como existe na área urbana”.

Para o economista da Unicamp, Marcelo Manzano, não faz sentido defender que o trabalhador do campo não tenha os mesmos direitos que o trabalhador da cidade, até porque em geral sua atividade é muito mais desgastante.
“A folga semanal remunerada é uma conquista do século 19, quando os próprios patrões se deram conta de que era preciso manter os trabalhadores em condições minimamente saudáveis”, diz o economista.
“É bom lembrar que nas atividades da indústria ou dos serviços urbanos também existem inúmeros casos em que a produção ou o atendimento é ininterrupto, mas nem por isso quem ocupa uma função nestes casos trabalha sete dias por semana. Assim, o rodízio de turnos que funciona nas cidades pode ser feito da mesma forma nas atividades agrícolas”, afirma Manzano.
Para Bolsonaro, trabalho análogo à escravidão não é problema
O presidenciável disse que “tem gente do Ministério Público, do Judiciário, que entende que o trabalho análogo à escravidão também é escravo. Tem que botar um ponto final nisso. Análogo é uma coisa e escravo é outra”.
Para Manzano, a fala do candidato demonstra o total desconhecimento sobre o assunto e o desprezo aos trabalhadores e trabalhadoras submetidos a condições tão desumanas de trabalho.
“Há trabalhadores que, embora formalmente mantenham uma relação de emprego, na prática são submetidos a condições de trabalho equivalentes às que caracterizavam a escravidão. Ou seja, não dispõem de autonomia financeira, não têm liberdade para romper a relação de trabalho; não podem se ausentar do local de trabalho; não têm jornada de trabalho regulada; sofrem constrangimentos físicos e morais”.
No plano de governo de Bolsonaro também consta proposta contra a desapropriação de terras onde forem encontrados trabalhadores sendo explorados e que forem usadas de forma fraudulenta. Ele quer alterar a Emenda Constitucional 81, que prevê a desapropriação das propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei.
Para o professor Manzano, a perspectiva de Bolsonaro é de que, mesmo que proprietários de terra estejam usando suas posses - muitas vezes adquiridas de forma fraudulenta - para cometer crimes, devem ter o direito à propriedade garantido.
“Trata-se de mais um absurdo do candidato da direita para atrair o voto da bancada ruralista. Para ser um país minimamente civilizado, deveríamos copiar as experiências de países desenvolvidos como as do Canadá e de outros europeus que, não apenas expropriam a terra de quem a utiliza para finalidades ilícitas, como cobram imposto progressivo daqueles que deixam as terras ociosas em busca de valorização especulativa”, afirma o professor.
Mercado de trabalho “deve beirar a informalidade”
Não bastou a Jair Bolsonaro ajudar aprovar a reforma Trabalhista do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP). Para ele, a flexibilização das relações de trabalho deve ser ainda maior e as leis trabalhistas “devem beirar a informalidade”. Essa seria a receita do candidato para gerar empregos.
“Durante os 12 anos de governo do PT foram gerados 20 milhões de empregos ao mesmo tempo em que cresceu a formalização, aumentou a fiscalização do Ministério do Trabalho e cresceram as varas da Justiça do Trabalho no país. Ou seja, o mercado de trabalho ficou mais regulado ao mesmo tempo em que surgiam milhões de empregos novos a cada ano”, diz o economista Marcelo Manzano destruindo o argumento de Bolsonaro e sua turma de que a formalização é problema para geração de emprego.
Pobre pagará mais imposto
As propostas de Jair Bolsonaro para mudar as alíquotas do Imposto de Rendatambém penalizam os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres do País. Com o discurso eleitoreiro de que irá simplificar as cobranças de impostos, Bolsonaro e seu economista defendem criar uma taxa única de 20% para todas as pessoas físicas ou jurídicas.
Na prática, seriam extintas as alíquotas de 7,5%, para quem ganha de R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65, e de 15% para quem ganha entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05. Todos passariam a ter 20% de seus salários brutos descontados mensalmente.
Para professora da USP, Leda Paulani, essa proposta penaliza os mais pobres e não enfrenta o verdadeiro problema tributário do país. Segundo ela, é preciso mudar a estrutura tributária brasileira. Um dos problemas a serem enfrentados, diz ela, são os tributos indiretos que pesam mais para quem ganha menos.
“Quem ganha um salário mínimo paga o mesmo percentual de imposto embutido numa mercadoria de R$ 100 quanto paga quem ganha R$ 100 mil paga a mesmo imposto”, diz.
“O peso do Imposto de Renda poderia ser menor se os impostos sobre ariqueza fossem adequados. Há uma injustiça dentro do IR. Só existem três faixas de alíquotas, enquanto em outros países chega a ter 12. No Chile, por exemplo, chega a 46% a última faixa. Aqui, chega a 27,5% e ainda tem a isenção de dividendos. Com isso, quem tem renda elevada paga menos imposto”, explica.
Mas, a proposta considerada mais absurda pela professora de economia da USP, é a criação de um imposto único sobre transações financeiras em substituição a todos os tributos federais, até mesmo contribuições para a Previdência. 
A professora explica que imposto é um recurso que o governo pode utilizar onde precisar e onde quiser, um valor X para a educação, outro X para a saúde e assim por diante. Já taxas têm finalidade específica, como uma taxa de lixo em que o governo é obrigado a investir o valor arrecadado somente para aquele fim: melhorar a coleta e aterros, por exemplo.
“Se o recolhimento da Previdência se tornar um imposto, o governo poderá utilizar o recurso onde quiser e não mais apenas para pagar aposentadorias. Essa proposta é descabida. Isto só indica que no fundo Bolsonaro quer acabar com o sistema público da Previdência”.
“É coisa de louco. Típico desse liberalismo econômico aloprado”.
Para Leda Paulani, o liberalismo de um governo Bolsonaro é pior do que estamos vivendo sob Temer. Junta-se o fascismo dos costumes e do arbítrio, do autoritarismo no plano físico, onde uns têm mais direitos que os outros, com o fascismo do mercado. Se isto ocorrer teremos noites sinistras e pesadelos para toda a sociedade”.
Fonte: https://www.cut.org.br/noticias/propostas-economicas-de-bolsonaro-prejudicam-a-classe-trabalhadora-415b

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Assembleia dos Servidores, ACEs e ACSs

Realizada  na última sexta (28) nos horários das 8h e 14h, na sede do SISMAL. Na assembleia, além de apresentados os pontos de pauta que foram: Negociação salarial; Retroativos 2017/2018; Ações judiciais; PMAQ; Enquadramento e Informes Gerais, foram dados avisos sobre o dia de lazer dos servidores ( previsto para acontecer em 27 de outubro) e eleições 2018.

Assembleia dos Servidores - Horário das 8h








Assembleia dos ACEs e ACSs - Horário das 14h





Adege Adalgisa - Dir. Imprensa



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Haddad é recebido por multidão no semiárido, neste domingo

Governadores de PE e BA estiveram na caminhada e se comprometeram com a revitalização do Rio São Francisco

Brasil de Fato | Petrolina (PE)
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Cerca de 30 mil pessoas acompanharam os candidatos na travessia entre as cidades de Juazeiro e Petrolina / Fotos: Vanessa Gonzaga

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) esteve neste domingo (23) em caminhada pelas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), ligadas pelo Rio São Francisco. Cerca de 30 mil pessoas atravessaram a Ponte Presidente Dutra, que liga as duas cidades, para o comício na Praça Dom Malan, no centro da cidade.
Acompanhado pelos candidatos a governador Rui Costa (PT) da Bahia, e Paulo Câmara (PSB), com sua vice Luciana Santos (PCdoB), de Pernambuco, e os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT-PE) e Jaques Wagner (PT-BA), Haddad mencionou em diversos momentos de seu discurso que irá priorizar a revitalização do Rio São Francisco. A proposta, que também foi reforçada pelos candidatos aos governos da Bahia e Pernambuco, é pautada pelos movimentos populares desde o início das obras da transposição em 2007, durante o governo Lula.
“Eu quero assumir um compromisso com vocês. Nós vamos intensificar a recuperação da nascente do São Francisco. Tem regiões do rio que estão assoreadas, outras com lixo e poluídas, e se continuar assim, o rio corre risco, e ele é o coração do país, nós precisamos compreender a importância dele”, enfatizou Haddad.
A atividade deste domingo contou com o apoio de diversas organizações populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares. Vários candidatos a vagas nas assembleias legislativas da Bahia e Pernambuco e que disputam uma cadeira na Câmara dos Deputados também participaram da agenda de campanha.
Semiárido
Para Cícero Félix, da ASA Bahia, o fomento às políticas para a agricultura familiar e para a agroecologia tem uma relação com os governos progressistas no Brasil. “A ASA defende um projeto de sociedade. E nesse projeto nós apresentamos a convivência com o semiárido, por isso nós estamos aqui. O objetivo é apresentar para os candidatos dos governos da Bahia e Pernambuco, e também ao governo federal, propostas que garantam a convivência, o acesso à terra, à reforma agrária, o direito à água para todos, a educação contextualizada e condições dignas para que essas populações do semiárido tenham direito à cultura, lazer e informação. Essa é pauta que vamos apresentar”, citou.
Durante a travessia entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), uma intervenção organizada pelos movimentos populares abordou a importância do Rio São Francisco para a população da região e reforçou a importância de preservá-lo. Haddad foi ao encontro dos movimentos e recebeu de Alexandre Pires, da ASA Pernambuco, uma carta-compromisso contendo a pauta que envolve a convivência com o semiárido e a permanência da população rural no campo.
Alexandre afirmou que “o semiárido" não quer voltar a ser o lugar da miséria, da pobreza e da fome. "Queremos que você assuma o mesmo compromisso que Lula e Dilma tiveram com os povos do semiárido, que avançaram tanto nos governos do PT, e, infelizmente, tem recuado após o golpe”.
Educação
Já em Petrolina, o candidato petista ressaltou a educação. No palanque, além de vários candidatos e candidatas estava José Everton. Nascido em Inajá, no sertão do Moxotó (PE), Everton é estudante do último ano do curso de Medicina na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Beneficiado pelas políticas de educação implementadas pelo governo Lula, no período em que Haddad foi ministro da pasta, o graduando teve a oportunidade de mostrar pessoalmente ao ex-ministro a canção que compôs e viralizou nas redes sociais.
“Eu sou filho de professores e minha vida começou a mudar quando foi implantado o Piso Nacional da Educação, quando meus pais começaram a ter estabilidade financeira. Lá em Inajá, eu passei o Ensino Médio inteiro estudando calado, pois tinha vergonha de dizer que tinha esse sonho de cursar Medicina e também por achar que não era possível. Fui aprovado pelo Enem e hoje sinto que sou uma inspiração, um exemplo para os jovens da minha cidade que sonham com o ensino superior”, cantou Everton.
Fernando Haddad relembrou a decisão de implantar a universidade onde Everton estuda. “Há mais de dez anos, eu estive aqui com o Lula e foi quando decidimos fazer a Univasf, com campi nas duas cidades, para que baianos e pernambucanos tivessem acesso à educação de qualidade. Essa foi uma das diversas iniciativas de interiorização da educação pública, junto com ProUni [Programa Universidade Para Todos]”.
O presidenciável finalizou o discurso falando sobre a importância da agregação e da paz. “Algumas das várias coisas que fazem um país crescer são a educação, o fortalecimento da economia e principalmente a paz. Não podemos propagar o ódio e a demonização das iniciativas de educação como um candidato tem feito. Se eles têm ódio, nós vamos falar de paz”, afirmou.
Edição: Cecília Figueiredo
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2018/09/23/haddad-e-recebido-por-multidao-no-semiarido/
Adege Adsalgisa - Dir. Imprensa

"Setembro Amarelo tem que estar aliado a políticas", diz pesquisadora

O Brasil conta com 2.463 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para acolher mais de 200 milhões de pessoas

Quando o estágio de estudante caracteriza vínculo de emprego?

A relação de trabalho caracterizada como “estágio” está prevista na Lei 11.788/2008

Brasil de Fato | Recife (PE)
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Lançada a Plataforma da Classe Trabalhadora. CUT quer o comprometimento dos parlamentares



A CUT Pernambuco realizou, na manhã desta sexta-feira, 21, ato politico-sindical com a entrega aos candidatos e candidatas ao governo do Estado de Pernambuco da Plataforma da Classe Trabalhadora para as eleições de 2018. A atividade foi no auditório do Sindicato dos Bancários de Pernambuco (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista – Recife/PE) e contou com a presença de representantes de várias entidades sindicais cutistas. A mesa principal foi coordenada por Paulo Rocha e Liana Araújo, respectivamente presidente e secretária da mulher trabalhadora.
Propostas
A Plataforma foi construída durante 12 plenárias, que tiveram início no último mês de maio, realizadas em todas as regiões do Estado. O documento reúne as propostas da classe trabalhadora para Pernambuco nas áreas de serviço público, comunicação e cultura, educação, agricultura familiar, saúde dos trabalhadores, mulheres, juventude, segurança pública e trabalho, emprego e renda. Vale salientar que a participaram da construção da Plataforma representantes dos sindicatos filiados à CUT-PE, movimentos sociais, Dieese, trabalhadores e trabalhadoras de vários ramos,
Na ocasião, o documento foi entregue à candidata a vice-governadora de Pernambuco na chapa do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) Gerlane Simões. Todos os candidatos e canddatas ao governo do Estado foram convidados (as) para o ato de entrega da plataforma. Mas apenas o PSOL, que tem Dani Portela como candidata ao governo, enviou representante.
Representatividade
De acordo com o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, a entrega representa o ponto máximo dos debates que foram realizados feito nas bases cutistas. Ele salientou que representa a perspectiva imediata da classe trabalhadora no Estado, do que se deve feito para superar problemas em relação à segurança, educação, saúde, geração de emprego e renda, entre outros temas. A plataforma, foi construída, através de debates realizados em várias cidades e regiões do estado de Pernambuco, com a participação do movimento sindical, além de movimentos sociais e de outros segmentos de interesse da classe trabalhadora. "Com a entrega deste documento, os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras querem que os mesmos e as mesmas se comprometam a implementar a Plataforma, caso assumam o Palácio do Campo das Princesas", enfatizou.
Mulheres
A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PE, Liana Araújo, disse que até mesmo antes do Golpe de 2016, às mulheres tiveram muitas perdas de direitos, exclusivamente às mulheres trabalhadoras, por conta dos ataques à classe trabalhadora no geral. “A aprovação da reforma trabalhista confirmou os ataques diretos às conquistas das mulheres. Mesmo assim não recuamos. Ao longo desse período discutimos em plenárias a construção da Plataforma, com vários segmentos representativos do movimento sindical e social, através de propostas para os candidatos e as candidatas para os cargos do Executivo, proporcionais e senadores. Expressamos a vontade da classe trabalhadora cutista, visando atransformação da sociedade. As mulheres pautaram eixos importantes como segurança, contra a violência à mulher, saúde e educação”, acentuou.
Na próxima terça-feira, dia 25, a CUT-PE e sindicatos filiados entregam a Plataforma da Classe Trabalhadora aos candidatos e candidatas que disputam às eleições proporcionais de deputados estaduais e federais, além de senadores. O evento será realizado a partir das 15h, no auditório do Sindsep, rua João Fernandes Viera, 67, Boa Vista/Recife.

Fonte: CUT Pernambuco

Adege Adalgisa - Dir. Imprensa

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Entidades sindicais entregam carta aos governadores contra MP do Saneamento

Em carta, entidades que representam os trabalhadores e trabalhadoras, entre elas a CUT, solicitam apoio para que a MP 844/2018, que privatiza o saneamento básico, não seja aprovada
Em carta aos candidatos aos governos dos estados e aos atuais governadores, entidades representantes de trabalhadores, em especial do setor de saneamento, solicitam apoio para que a Medida Provisória (MP) 844/2018, que desfigura o marco legal do saneamento básico, entre eles a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, não seja aprovada.
O apoio solicitado à rejeição da MP 844, se dá perspectiva da conquista da universalização do acesso aos serviços públicos de saneamento básico e pelo efetivo reconhecimento do acesso a água e ao saneamento como direito humano fundamental, conforme já declarado pela ONU.
Leia a carta na íntegra:
CARTA AOS CANDIDATOS E CANDIDATAS AOS GOVERNOS DOS ESTADOS E AOS ATUAIS GOVERNADORES E GOVERNADORAS
Dirigimo-nos aos candidatos e candidatas aos governos dos estados e aos atuais Governadores e Governadoras no sentido de solicitar apoio para que a Medida Provisória (MP) 844/2018, que desfigura o marco legal do saneamento básico, entre eles a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, não seja aprovada.
Essa medida provisória, apesar da pretensa intenção de “aprimorar as condições estruturais do saneamento básico”, promoverá, isso sim, uma profunda desestruturação do saneamento básico no Brasil, que hoje se configura como um dos grandes desafios a serem enfrentados entre as políticas públicas e sociais, na medida em que se relaciona diretamente com a saúde e o desenvolvimento econômico e social, portanto com a qualidade de vida das pessoas, sobretudo as mais pobres.
A MP promove alterações significativas na forma de organização dos serviços públicos de saneamento básico no Brasil e, em vários de seus artigos, fere o pacto federativo na medida em que busca determinar a forma como o município deverá promover o saneamento básico no seu território. Por exemplo, o artigo 5º da MP dispõe que a Lei nº 11.445/2007 passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 10-A. Nas hipóteses legais de dispensa de licitação, anteriormente à celebração de contrato de programa, previsto na Lei nº 11.107, de 2005, o titular dos serviços publicará edital de chamamento público com vistas a angariar a proposta de manifestação de interesse mais eficiente e vantajosa para a prestação descentralizada dos serviços públicos de saneamento”.
Ou ainda o artigo 8º-A. que estabelece que os Municípios e o Distrito Federal são os titulares dos serviços públicos de saneamento básico e que na hipótese de interesse comum, o exercício da titularidade dos respectivos serviços será realizado por meio de consórcio público (entre outros). Ora, o instrumento de consórcio público trata-se de uma associação voluntária de municípios, diferentemente das regiões metropolitanas onde a adesão é compulsória.
A MP estabelece a obrigatoriedade de adesão às normas orientadoras de regulação e fiscalização definidas pela Agência Nacional de Águas (ANA), que não tem competência estabelecida para tal, sob pena de não ter acesso aos recursos federais destinados ao saneamento básico. Trata-se da retomada de uma centralização já vivida nos tempos do Planasa e que não se coaduna com os preceitos da Constituição Federal de 1988.
Uma questão primordial contida na MP, caso aprovada pelo Congresso Nacional, é que estará em xeque um instrumento fundamental que sustenta o saneamento básico no Brasil: o subsídio cruzado. Por esse instrumento as cidades superavitárias, a partir de suas receitas pelos serviços prestados, subsidiam àquelas que são deficitárias, na medida em que, certamente, as empresas privadas que se interessarem pelo chamamento público o farão para aquelas cidades onde os serviços estão mais consolidados e onde há possiblidade de maior arrecadação. Logo, as cidades mais pobres ficarão com a prestação dos serviços à cargo do Poder Público.
Esta MP, sem qualquer sombra de dúvida, conduz para a maior desestruturação já observadas na história do saneamento básico brasileiro!
Defendemos que, ao invés de propor alterações ao marco legal nesse momento, seja imediatamente retomado o financiamento público para a área de saneamento básico. É fundamental que as políticas de saneamento básico tenham recursos permanentes mediante linhas de financiamento sobretudo do Orçamento Geral da União-OGU como forma de garantir a execução da política em todo o País, principalmente nos municípios mais pobres.
É preciso retomar o Plano Nacional de Saneamento Básico – PLANSAB que previu investimentos da ordem R$ 300 bilhões para universalização do acesso em 20 anos para os serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário e mais 203 bilhões para drenagem e manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos.
Defendemos que a legislação brasileira seja adequada para atender à Resolução do ano de 2010 da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou o acesso a Água e ao Saneamento um Direito Humano Essencial. O Brasil, como um dos signatários dessa resolução, deve caminhar para introduzir na Constituição Federal que a Água e o Saneamento Básico são Direitos Social, Humano e Essencial – direito do Cidadão e dever do Estado (PEC 35/2017, PEC 39/2007+PEC 213/2012 e PEC 93/2015+PEC 02/2016+PEC 425/2018).
Esperamos vosso apoio à rejeição da MP 844, na perspectiva da conquista da universalização do acesso aos serviços públicos de saneamento básico e pelo efetivo reconhecimento do acesso a água e ao saneamento como direito humano fundamental, conforme já declarado pela ONU.
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB
Central Única dos Trabalhadores-CUT
Confederação Nacional das Associações de Moradores-Conam
Confederação Nacional dos Urbanitários-CNU
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros-Fisenge
Federação Interestadual dos Trabalhadores Urbanitários nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e no Distrito Federal-FURCEN
Federação Nacional dos Trabalhadores em Água, Energia e Meio Ambiente-FENATEMA
Federação Nacional dos Urbanitários-FNU
Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste-FRUNE
Internacional dos Serviços Públicos-ISP
Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul-ADUFRGS-Sindical
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal-SINPAF/Solos
Associação dos Profissionais Universitários da Sabesp – APU
Fonte: https://www.cut.org.br/noticias/entidades-sindicais-entregam-carta-aos-governadores-contra-mp-do-saneamento-513c 
Adege Adalgisa - Dir. Imprensa

Plataforma da Classe Trabalhadora: Entrega aos candidatos e candidatas ao governo do Estado de Pernambuco.


A CUT Pernambuco convida os companheiros e companheiras para participar da entrega aos candidatos e candidatas ao governo do Estado de Pernambuco da Plataforma da Classe Trabalhadora para as eleições de 2018, que acontecerá no dia 21/09 (sexta-feira), às 10h, no Auditório do Sindicato dos Bancários de Pernambuco (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista – Recife/PE).

Esta plataforma, foi construída através de debates realizados em várias cidades, de várias regiões do estado de Pernambuco, com a participação do movimento sindical, além de movimentos sociais diversos e trás as questões de interesse da classe trabalhadora, para pautar o debate neste momento em que discutimos o futuro do nosso estado e garantir compromissos dos candidatos com estas propostas.


Fonte: CUT Pernambuco

Adege Adalgisa - Dir. Imprensa

NOTA DE PESAR - EDSON MARCIONILO


É com profundo pesar que a Diretoria da CUT-PE informa o falecimento do companheiro Edson Marcionilo, um dos ex-fundadores e ex-presidente do Sindpd-PE.

Empregado da Dataprev, Edson Marcionilo, participou de momentos importantes da organização do movimento sindical, como por exemplo, a fundação da CUT, esteve em lutas históricas e estratégicas para a consolidação da democracia no País (campanha pelas Eleições Diretas e o Fora Collor).

Foi gerente regional da empresa em Pernambuco, durante os governos Lula e Dilma, contribuindo para a formação de um perfil mais progressista à administração da Dataprev.

Ao longo de sua trajetória de vida, Edson Marcionilo, sempre participou da lutas sindicais, em defesa dos direitos e conquistas da classe trabalhadora. Fica seu legado de companheirismo, determinação e compromisso com a democracia e o movimento sindical cutista.

Expressamos nossas condolências aos familiares, amigos e companheiros de luta. Siga em paz!

Companheiro, Edson Marcionilo, presente!!!!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Carlos Veras é o deputado federal de Lula. #lulalivre #haddadpresidente #nalutacomagente


Adege adalgisa - Dir. Imprensa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Terceirização: patrões não podem demitir e recontratar como PJ, alerta CUT

Depois que o Supremo liberou terceirização irrestrita, tem empresas querendo saber se já podem demitir todo mundo e recontratar como Pessoa Jurídica (PJ). Isso é ilegal, alerta presidente da CUT.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de julgar, na quinta-feira (30), lícita e constitucional a terceirização irrestrita em todas as atividades das empresas e não apenas nas atividades meio, como era antes, pode colocar os trabalhadores e trabalhadoras em situações ainda mais precárias, sendo obrigados a abrir empresas para receber salários.
Segundo matéria publicada na Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (5), os empresários estariam cheios de dúvidas e a principal, e mais perigosa delas, seria: com a decisão do STF eles podem demitir todo mundo e contratá-los novamente como pessoas jurídicas, os famosos PJs, pessoas que são obrigadas a abrir empresas apenas para receber salários, sem direito a férias, 13º, FGTS, nem outros benefícios?
“É tudo o que os patrões sempre quiseram. Demitir todo mundo e transformar trabalhador em empresário prestador de serviços. Por isso, financiaram o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff", diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.
"Infelizmente, quando a gente denunciava que um dos objetivos principais do golpe era tirar direitos sociais e trabalhistas, muita gente dizia que o alerta não passava de discurso político”, lamenta Vagner.
Segundo ele, "a decisão do STF de autorizar a terceirização irrestrita é nefasta e tira direitos da calsse trabalhadora, mas não tem nada a ver com a demissão de funcionários para recontratação como PJ. Esse tipo de vínculo empregatício continua sendo ilegal”.
Terceirizar é diferente. E funciona assim: uma empresa contrata uma terceirizada para cuidar de uma determinada tarefa, como limpeza e segurança (atividades meio) ou, a partir de agora, para as atividades principais também. O trabalhador tem vínculo com a terceirizada que paga seu salário e precisa garantir pagamentos de FGTS e férias. Esse trabalhador, segundo estudo do Dieese, tem menos direitos e piores condições de trabalho, quando comparadas com os trabalhadores diretamente contratados pelas empresas.
“Vi na Folha que a maioria das dúvidas é de empresas do setor industrial e de tecnologia, mas também da construção civil e do agronegócio, todas com departamentos de recursos humanos muito bem montados, que não deveriam ter esse tipo de ‘dúvida’”, alerta o presidente da CUT, se referindo às empresas que, segundo a Folha, têm questionado mais os advogados.
“Ou os trabalhadores e trabalhadoras fortalecem a luta por direitos se sindicalizando e fortalecendo seus sindicatos, ou correm sérios riscos de serem demitidos e readmitidos apenas se toparem abrir empresas para receber salários”, conclui Vagner.
(Fonte: CUT Nacional)
Adege Adalgisa - Dir. Imprensa.